Viagens longas e calor: cuidados com a circulação para quem vai viajar no verão

Publicado 28 de outubro de 2026
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Viagens longas e calor: cuidados com a circulação para quem vai viajar no verão

Dezembro chega e, com ele, a temporada das viagens longas: oito horas de estrada até o litoral, uma noite inteira de ônibus para visitar a família, um voo com conexão até o Nordeste ou para fora do país. Do outro lado da viagem, quase sempre, está o calor. E é justamente essa combinação, muitas horas sentado seguidas de dias quentes, que faz tanta gente desembarcar com os pés inchados, as pernas pesadas e a dúvida: isso é normal ou é sinal de algo mais sério?

Neste guia, a equipe médica da Clínica EVAS explica por que viagens longas e calor sobrecarregam a circulação das pernas, quem precisa de cuidado extra com o risco de trombose, o que muda entre avião, carro e ônibus e como diferenciar o inchaço comum de um sinal de alerta. Se você ainda está decidindo o que tratar antes das férias, vale ler também o guia sobre como preparar as pernas para o verão. Aqui, o foco é a viagem em si: antes, durante e depois.

Resposta rápida: ficar sentado e imóvel por mais de 4 horas, seja de avião, carro, ônibus ou trem, praticamente dobra o risco de trombose venosa, segundo o projeto WRIGHT da Organização Mundial da Saúde. O risco absoluto continua baixo (cerca de 1 caso para cada 6.000 viajantes), mas aumenta em quem já tem fatores de risco, como trombose prévia, cirurgia recente, gravidez, uso de estrogênio, obesidade ou varizes importantes. O calor do destino soma outro efeito: dilata as veias e favorece o inchaço. Para a maioria das pessoas, movimentar os tornozelos a cada 30 a 60 minutos, caminhar sempre que possível e manter boa hidratação é suficiente. Quem tem fatores de risco deve conversar com o cirurgião vascular antes de viajar sobre meia de compressão e, em casos selecionados, outras medidas preventivas.

Por que viagem longa e calor formam uma combinação delicada para as veias

O sangue que chega aos pés precisa voltar ao coração subindo contra a gravidade. Esse retorno depende principalmente das válvulas das veias e da bomba muscular da panturrilha, que se contrai a cada passo e empurra o sangue para cima. Em uma viagem longa, dois problemas acontecem ao mesmo tempo, e o verão acrescenta um terceiro.

1. A imobilidade desliga a bomba da panturrilha

Sentado por horas, com joelhos e quadril dobrados, o sangue circula mais devagar nas veias profundas das pernas. Os médicos chamam essa lentidão de estase venosa, e ela é um dos três pilares da formação de coágulos. O mecanismo é o mesmo de quem passa o dia inteiro sentado no trabalho, explicado em detalhes no artigo sobre ficar muito tempo em pé ou sentado. A diferença é que, na viagem, a imobilidade costuma ser mais longa e mais difícil de interromper.

2. O espaço apertado e as horas acumuladas

Poltronas estreitas, bagagem embaixo do assento, a janela que dificulta levantar sem incomodar o vizinho, o trânsito parado na descida da serra. Tudo isso reduz o movimento. E as horas se somam: um voo de três horas com conexão, espera no aeroporto e deslocamento até o hotel passa facilmente de seis horas com as pernas praticamente paradas.

3. O calor dilata as veias

Para perder temperatura, o corpo dilata os vasos da pele e das pernas. Em veias que já trabalham no limite, essa dilatação deixa o retorno do sangue ainda mais lento e facilita a saída de líquido para os tecidos, o que aparece como inchaço nos tornozelos e nos pés. Carro estacionado ao sol, rodoviária abafada, fila de embarque sem ar-condicionado e os primeiros dias de praia intensificam esse efeito. Quem tem varizes costuma sentir a diferença com mais força.

Há ainda a hidratação. Calor, ar seco da cabine do avião e a tendência de beber menos água para não precisar ir ao banheiro deixam muitos viajantes com pouca ingestão de líquido. As diretrizes médicas não encontraram prova definitiva de que a desidratação, isoladamente, cause trombose, mas manter-se hidratado melhora o conforto, ajuda no inchaço e não tem efeito colateral. Vale a pena.

O que os estudos mostram sobre trombose em viagens

O maior levantamento sobre o tema é o projeto WRIGHT (Research Into Global Hazards of Travel), conduzido pela Organização Mundial da Saúde. Os principais achados foram:

  • Viagens com mais de 4 horas sentado praticamente dobram o risco de tromboembolismo venoso, e isso vale para avião, trem, ônibus e carro.
  • O risco absoluto é baixo: cerca de 1 caso para cada 6.000 viajantes saudáveis em trajetos de mais de 4 horas.
  • Vários voos em sequência, em um intervalo curto, aumentam o risco.
  • O risco não termina no desembarque: ele permanece aumentado por cerca de 4 semanas após a viagem.

Em outras palavras, a grande maioria dos viajantes não terá trombose. O risco se concentra em quem soma a viagem a outros fatores, e é para essas pessoas que a prevenção individualizada faz mais diferença.

Quem precisa de mais atenção antes de viajar

As diretrizes internacionais, como as do American College of Chest Physicians (ACCP) e da American Society of Hematology (ASH), consideram com risco aumentado de trombose em viagens longas as pessoas com:

  • Histórico pessoal de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar;
  • Cirurgia, internação ou trauma recentes, incluindo imobilização com gesso ou bota;
  • Câncer ativo ou em tratamento;
  • Gravidez e pós-parto;
  • Uso de estrogênio, como anticoncepcional combinado ou reposição hormonal por via oral (entenda essa relação no artigo sobre hormônios e varizes);
  • Obesidade importante;
  • Idade avançada e mobilidade reduzida;
  • Trombofilia conhecida ou histórico familiar de trombose.

Na prática clínica, também merecem avaliação antes da viagem as pessoas com varizes calibrosas ou insuficiência venosa crônica com inchaço frequente, porque costumam sofrer mais com a imobilidade e com o calor.

A tabela abaixo organiza esses fatores em níveis e resume as medidas habitualmente recomendadas para cada um. É uma classificação simplificada, com finalidade educativa: o enquadramento do seu caso deve ser feito pelo médico.

Nível de riscoQuem se encaixa (exemplos)Medidas habituais para viagens com mais de 4 horas
HabitualAdultos sem fatores de risco conhecidosMovimentar os tornozelos com frequência, caminhar sempre que possível, hidratação, roupas folgadas. Meia de compressão não é obrigatória, mas pode ser usada por conforto se houver inchaço
AumentadoGravidez, uso de estrogênio, obesidade, idade avançada, mobilidade reduzida, varizes calibrosas ou insuficiência venosa sintomáticaTodas as medidas acima, assento no corredor quando possível e meia de compressão graduada até o joelho, bem ajustada, em geral de 15 a 30 mmHg no tornozelo, conforme orientação médica
AltoTrombose ou embolia prévias, cirurgia ou trauma recentes, câncer ativo, pós-parto, trombofilia conhecida ou combinação de dois ou mais fatoresAvaliação com o cirurgião vascular antes da viagem. Além da meia, o médico pode considerar anticoagulação preventiva em casos selecionados, sempre como decisão individual e com prescrição

Atenção: aspirina não é recomendada para prevenir trombose em viagens pela maioria das diretrizes, e anticoagulantes nunca devem ser usados por conta própria. Se você já usa anticoagulante, não interrompa o medicamento por causa da viagem e leve a quantidade suficiente na bagagem de mão.

Avião, carro ou ônibus: o que muda em cada tipo de viagem

O risco de trombose está ligado ao tempo parado, e não ao meio de transporte em si. Mas cada tipo de viagem oferece oportunidades e obstáculos diferentes para manter as pernas em movimento.

AspectoAviãoCarroÔnibus
Liberdade para se mexerPossível caminhar no corredor quando o aviso de cinto estiver desligadoDepende das paradas; o motorista fica praticamente imóvel enquanto dirigeLimitada; depende das paradas programadas
Pontos de atençãoEspaço reduzido, ar seco da cabine, conexões e espera no aeroporto que somam horasTrânsito parado em estradas de litoral, carro quente ao sol, viagens que se estendem além do previstoViagens noturnas longas, horas dormindo na mesma posição, ambiente abafado
O que fazerPreferir o corredor, levantar e caminhar a cada 1 a 2 horas, exercícios de tornozelo no assentoParar a cada 2 horas para caminhar alguns minutos, revezar o volante, passageiros fazem exercícios no bancoDescer e caminhar em todas as paradas, preferir o corredor, exercícios de tornozelo antes e depois de cochilar
CalorMenor durante o voo; atenção no desembarque e nas filasUsar ar-condicionado, evitar deixar o carro parado ao sol com as pessoas dentroRoupas leves e garrafa de água sempre à mão

Viagens de avião

Escolha o assento do corredor sempre que possível: ele facilita levantar sem constrangimento. Não ocupe o espaço das pernas com bagagem de mão e evite remédios para dormir ou bebidas alcoólicas em excesso, que fazem você passar horas na mesma posição. Em voos muito longos ou em várias conexões no mesmo dia, o cuidado deve ser redobrado.

Viagens de carro

O motorista é quem menos movimenta as pernas e, por isso, as paradas programadas são essenciais. Planeje o trajeto com pausas a cada 2 horas, mesmo que curtas, e aproveite para caminhar e fazer alguns movimentos de ponta de pé. Se o trânsito parar, os passageiros podem fazer os exercícios de tornozelo no próprio banco.

Viagens de ônibus

Em viagens noturnas, é comum dormir muitas horas sem mudar de posição. Antes de dormir e a cada vez que acordar, faça uma série de movimentos com os tornozelos. Em cada parada, desça do ônibus e caminhe, mesmo que por poucos minutos.

Antes de viajar: o checklist da circulação

  1. Avalie o seu risco com antecedência. Se você se encaixa nos níveis aumentado ou alto da tabela, agende uma consulta com o cirurgião vascular semanas antes da viagem, e não na véspera.
  2. Teste a meia de compressão antes do dia da viagem. Se ela foi indicada, use alguns dias em casa para confirmar o tamanho e o conforto. Meia mal ajustada, que aperta abaixo do joelho, pode atrapalhar em vez de ajudar. Veja como escolher no guia sobre meia de compressão.
  3. Escolha roupas e calçados confortáveis. Calças folgadas na cintura e nas coxas e calçados que acomodem algum inchaço.
  4. Planeje as pausas. No carro, defina os pontos de parada; no avião e no ônibus, reserve o assento do corredor.
  5. Organize os medicamentos. Leve os de uso contínuo na bagagem de mão e não comece nenhum remédio para “afinar o sangue” sem prescrição.
  6. Se você fez algum procedimento recente nas veias, converse com o médico antes de marcar a viagem. Viagens longas nas primeiras semanas após o tratamento de varizes devem ser combinadas com o cirurgião vascular. Os cuidados de cada técnica estão nos guias de recuperação pós-escleroterapia e de recuperação após a cirurgia de varizes. Lembre também que a pele tratada com escleroterapia precisa ficar protegida do sol por algumas semanas, o que pesa na escolha de uma viagem de praia.

Durante a viagem: o roteiro para manter o sangue circulando

A regra de ouro é simples: não deixe a panturrilha parada por muito tempo. Faça a série abaixo a cada 30 a 60 minutos, sentado, e caminhe sempre que for possível e seguro.

  1. Bomba do tornozelo: com os calcanhares apoiados no chão, levante a ponta dos pés; depois, com as pontas apoiadas, levante os calcanhares. Repita de 15 a 20 vezes.
  2. Círculos com os pés: desenhe círculos com cada pé, 10 vezes em cada sentido.
  3. Elevação dos joelhos: sentado, levante um joelho em direção ao peito, contraia a coxa por alguns segundos e troque de perna. Repita 10 vezes de cada lado.
  4. Ponta dos pés em pé: nas paradas ou no corredor do avião, suba na ponta dos pés e desça devagar, de 10 a 20 vezes.
  5. Caminhada: sempre que possível, alguns minutos andando reativam a bomba da panturrilha de forma mais completa do que qualquer exercício sentado.

Além disso:

  • Beba água ao longo de todo o trajeto, em pequenas quantidades.
  • Modere o álcool e evite sedativos que deixam você imóvel por horas.
  • Evite ficar muito tempo com as pernas cruzadas e mude de posição com frequência.
  • Se estiver usando meia de compressão, verifique se ela não formou dobras no tornozelo ou atrás do joelho.

Na prática: ponha um alarme no celular a cada 45 minutos. Na correria da viagem, é muito fácil passar três ou quatro horas sem mexer as pernas sem perceber.

No destino: calor, praia e pernas inchadas

É comum chegar ao destino com os pés e os tornozelos inchados, e o calor dos primeiros dias pode manter esse quadro por mais tempo. Alguns hábitos ajudam as pernas a se recuperarem e a aproveitarem melhor o verão:

  • Eleve as pernas por 15 a 20 minutos ao chegar e ao fim de cada dia, acima do nível do coração.
  • Caminhe na areia ou dentro da água: o movimento ativa a panturrilha, e a água do mar ou da piscina, mais fresca, ajuda a contrair as veias.
  • Evite longos períodos parado ao sol, sentado na cadeira de praia ou em pé em filas, principalmente nos horários mais quentes.
  • Prefira banhos mornos e evite sauna e banhos muito quentes, que dilatam ainda mais as veias.
  • Use protetor solar também nas pernas: a exposição solar contribui para o enfraquecimento dos vasos superficiais e favorece manchas.
  • Mantenha a meia de compressão nos momentos certos: se ela foi indicada, use nos deslocamentos e em passeios com muito tempo em pé. Não é necessário usá-la na praia ou dentro da água.

Se as suas pernas pesam e incham todo verão, mesmo sem viagem, esse padrão pode indicar doença venosa e merece investigação. Entenda os sinais no artigo sobre pernas pesadas e inchadas.

Inchaço comum ou trombose? Como diferenciar

O inchaço depois de uma viagem longa no calor é frequente e, na maioria das vezes, benigno. A trombose é rara, mas precisa ser reconhecida cedo. A tabela ajuda a separar os dois cenários:

CaracterísticaInchaço comum de viagem e calorSinal de alerta para trombose
Lado afetadoAs duas pernas, de forma parecidaGeralmente apenas uma perna
DorAusente ou leve sensação de pesoDor ou sensibilidade na panturrilha ou na coxa, que pode lembrar uma cãibra persistente
Aspecto da peleNormal, às vezes com a marca da meia ou do sapatoVermelhidão, mudança de cor e calor ao toque
EvoluçãoMelhora com repouso, pernas elevadas e caminhada, em um a dois diasNão melhora com repouso e pode piorar
Quando apareceDurante a viagem ou no mesmo diaDurante a viagem ou dias a semanas depois

Procure o pronto-socorro imediatamente ou ligue para o SAMU (192) se surgir falta de ar repentina, dor no peito ao respirar, tosse com sangue ou batimentos acelerados sem explicação, principalmente nas semanas seguintes a uma viagem longa. Esses podem ser sinais de embolia pulmonar. Dor, inchaço e calor em uma perna só também exigem avaliação no mesmo dia.

Um detalhe importante: como o risco permanece aumentado por cerca de quatro semanas após a viagem, informe ao médico que atender você que fez uma viagem longa recentemente. Esse dado muda o raciocínio diagnóstico. Saiba mais sobre sintomas e tratamento no artigo sobre trombose venosa profunda.

Quem tem varizes pode fazer viagens longas?

Pode, e não há motivo para abrir mão das férias. Quem tem varizes costuma sentir mais peso e inchaço nas viagens e no calor, porque as veias já trabalham com válvulas que não fecham bem. Por isso, as medidas de movimento e hidratação são ainda mais importantes, e a meia de compressão costuma ser uma aliada valiosa nos trajetos longos.

O que muda é o nível de atenção. Varizes calibrosas, inchaço frequente, alterações de pele ou histórico de tromboflebite justificam uma avaliação antes da viagem. Gestantes devem seguir também as orientações do obstetra; os cuidados específicos dessa fase estão no artigo sobre varizes na gravidez.

Use a antecedência a seu favor: avaliação antes das férias

Ainda há tempo até o fim do ano. Se você tem fatores de risco, sente as pernas pesadas com frequência ou já sabe que tem varizes, uma avaliação vascular antes da viagem permite definir com segurança as medidas certas para o seu caso, como o tipo e a pressão da meia de compressão e a necessidade de outros cuidados.

Quando indicado, o eco-Doppler venoso mostra se existe refluxo nas veias e orienta o plano de tratamento. Para varizes com refluxo na safena, o laser endovenoso tem recuperação rápida, mas a data da viagem precisa entrar no planejamento junto com o médico. Conheça todas as técnicas disponíveis na página de tratamentos.

Códigos CID-10 relacionados

  • I80.2: flebite e tromboflebite de outros vasos profundos dos membros inferiores (trombose venosa profunda)
  • I26: embolia pulmonar
  • I83.9: varizes dos membros inferiores sem úlcera ou inflamação
  • I87.2: insuficiência venosa (crônica) (periférica)
  • R60.0: edema localizado

Perguntas frequentes sobre circulação em viagens longas

Viagem de quantas horas aumenta o risco de trombose?

O risco começa a aumentar em viagens com mais de 4 horas sentado e imóvel, seja de avião, carro, ônibus ou trem. Segundo o projeto WRIGHT da Organização Mundial da Saúde, nessa situação o risco de trombose venosa praticamente dobra, embora o risco absoluto continue baixo, em torno de 1 caso para cada 6.000 viajantes. Quanto mais longa a viagem e quanto mais fatores de risco a pessoa tiver, maior a atenção necessária.

Preciso usar meia de compressão para viajar de avião?

Depende do seu perfil. Para quem tem fatores de risco, como trombose prévia, cirurgia recente, gravidez, uso de estrogênio, obesidade ou varizes importantes, as diretrizes recomendam meia de compressão graduada até o joelho, bem ajustada, em geral de 15 a 30 mmHg no tornozelo. Para quem não tem fatores de risco, o uso não é obrigatório, mas pode ajudar a reduzir o inchaço. O ideal é que o cirurgião vascular indique a pressão e o modelo.

Posso tomar aspirina para evitar trombose na viagem?

Não é recomendado por conta própria. A maioria das diretrizes não indica aspirina para prevenir trombose em viagens, porque ela não protege bem as veias e tem efeitos colaterais. Em pessoas com risco alto, o médico pode considerar anticoagulação preventiva, mas essa é uma decisão individual, que exige avaliação e prescrição.

Por que os pés incham em viagens longas e no calor?

Sentado por horas, a panturrilha fica inativa e o sangue volta mais devagar das pernas. O calor dilata as veias e facilita a saída de líquido para os tecidos. O resultado é o inchaço nos pés e tornozelos, que costuma afetar as duas pernas e melhorar com repouso, pernas elevadas e caminhada em um a dois dias. Inchaço em uma perna só, com dor e calor, deve ser avaliado com urgência.

Quem tem varizes pode fazer viagens longas?

Sim. Quem tem varizes pode viajar normalmente, mas tende a sentir mais peso e inchaço no trajeto e no calor. Movimentar os tornozelos com frequência, caminhar nas pausas, manter a hidratação e usar meia de compressão quando indicada fazem diferença. Varizes calibrosas, inchaço frequente ou histórico de tromboflebite justificam uma avaliação vascular antes da viagem.

De quanto em quanto tempo devo parar ou me levantar durante a viagem?

Uma orientação prática é fazer exercícios de tornozelo a cada 30 a 60 minutos e levantar para caminhar a cada 1 a 2 horas no avião ou no ônibus, sempre que for seguro. De carro, programe paradas a cada 2 horas para caminhar alguns minutos, principalmente para o motorista, que é quem menos movimenta as pernas.

Quanto tempo depois da viagem a trombose pode aparecer?

A trombose pode surgir durante a viagem ou nos dias e semanas seguintes. Estudos da Organização Mundial da Saúde mostraram que o risco permanece aumentado por cerca de 4 semanas após uma viagem longa. Nesse período, dor e inchaço em uma perna só, falta de ar ou dor no peito exigem atendimento imediato, e vale informar ao médico que você viajou recentemente.

Viaje com as pernas leves neste verão

Viajar no fim do ano não precisa ser sinônimo de pés inchados nem de preocupação com trombose. Com movimento ao longo do trajeto, cuidado com o calor no destino e uma avaliação prévia para quem tem fatores de risco, a maioria das pessoas chega e volta das férias com as pernas bem.

Na Clínica EVAS, a equipe de cirurgia vascular e flebologia avalia o seu risco antes da viagem, indica a meia de compressão adequada e, quando necessário, investiga varizes e insuficiência venosa com eco-Doppler. Atendemos em São Paulo (Bela Vista e Shopping Cidade Jardim), Londrina (Lago Parque) e Rio de Janeiro.

Agende sua avaliação antes de pegar a estrada.