Você já tentou disfarçar os vasinhos nas pernas com autobronzeador ou maquiagem corporal, mas sabe que isso não resolve o problema? Entre as opções não invasivas disponíveis hoje, a radiofrequência transdérmica vem ganhando espaço
principalmente por atuar justamente nos vasinhos mais difíceis: aqueles vermelhinhos.
Mas ela é melhor que o laser transdérmico, a técnica mais tradicional para esse tipo de tratamento? A resposta depende de como o vaso se apresenta, da região tratada e do que você espera do resultado. Agora, um ponto importante a favor da radiofrequência transdérmica é que ela pode ser utilizada em peles com tonalidades mais escuras.
Neste guia, a equipe médica da Clínica EVAS explica como funciona a radiofrequência transdérmica, quando ela é indicada e como se compara ao laser transdérmico — para ajudar você a entender qual caminho faz mais sentido no seu caso.
O que é a radiofrequência transdérmica?
A radiofrequência transdérmica é uma tecnologia que utiliza energia térmica controlada, aplicada através de uma agulha fina, para tratar vasinhos (telangiectasias) — pequenos vasos dilatados, de até 1 mm de diâmetro — que aparecem principalmente nas pernas.
A radiofrequência não queima a pele porque ela atua com o “efeito ponta”. Assim, não é a agulha que aquece, e sim a estrutura que em contato com a ponta da agulha. Ou seja, é uma anergia térmica que age e modo inespecífico, porém de forma controlada e com o calor pontual no contato da ponta da agulha. Esse calor promove o fechamento do vasinho, que aos poucos é reabsorvido pelo organismo.
Uma dúvida frequente é se essa radiofrequência é a mesma utilizada para o tratamento da pele pelos dermatologistas. Na realidade é a mesma tecnologia, mas com alguns ajustes diferentes. No entanto, um efeito secundário menor do tratamento com a radiofrequência é um estímulo de colágenos pelo mesmo calor que trata os vasos.
Como funciona o procedimento passo a passo
1. Avaliação clínica
Antes de qualquer aplicação, o médico avalia a extensão dos vasinhos e verifica se existem sinais de varizes maiores ou sintomas associados (peso, dor, inchaço). Isso é fundamental para descartar a necessidade de investigação mais aprofundada antes de um tratamento puramente estético.
2. Preparação da pele
Não há necessidade de nenhum preparo espcial. Mas uma pele saudável e hidratada facilita a aplicação e aumenta segurança do procedimento.
3. Aplicação da energia
É realizada a punção do vasinho com uma agulha fina e os pulsos de corrente elétrica são emitidos. O paciente sente uma sensação de calor localizado, geralmente bem tolerada, sem necessidade de anestesia.
4. Repetição ao longo da área tratada
O processo é repetido em cada vasinho da região, com o médico ajustando a intensidade conforme o calibre do vaso e a sensibilidade do paciente.
5. Orientações finais
Ao final da sessão, não há necessidade de curativos ou repouso. Pode haver discreta vermelhidão temporária, que desaparece em poucas horas.
O que é o laser transdérmico?
O laser transdérmico também trata vasinhos pela superfície da pele, mas utiliza um princípio físico diferente: a luz do laser é absorvida pela hemoglobina presente no sangue, gerando calor que fecha o vaso por dentro. Equipamentos com sistema de resfriamento integrado protegem a pele ao redor durante a aplicação.
É uma técnica mais versátil, podendo ser utilizadas em diversas situações, mas com configurações diferentes. Mas como depende da absorção específica da luz, isso pode variar muito e causar falhas de tratamento. É justamente aqui que a radiofrequência entra.
Radiofrequência transdérmica vs. laser transdérmico: comparação direta
| Critério | Radiofrequência Transdérmica | Laser Transdérmico |
|---|---|---|
| Fonte de energia | Corrente elétrica (calor por radiofrequência) | Luz absorvida pela hemoglobina |
| Indicação principal | Vasinhos finos + melhora da textura da pele | Vasinhos muito finos e áreas delicadas (rosto) |
| Efeito na pele | Estímulo de colágeno associado | Focado no fechamento do vaso |
| Necessidade de agulhas | Não | Não |
| Desconforto | Sensação de calor, bem tolerada | Leve ardência, minimizada por resfriamento |
| Tempo de recuperação | Nenhum | Nenhum |
| Sessões geralmente necessárias | 2 a 4 | 2 a 4 |
Na prática, a escolha entre as duas técnicas costuma ser definida na consulta, considerando o calibre e a localização dos vasinhos, além do eventual histórico de tratamento prévio ou falhas de tratamento prévio.
Para quem a radiofrequência transdérmica é indicada?
- Vasinhos finos (telangiectasias) nas pernas e face
- Casos em que se busca um procedimento, sem tempo de recuperação
- Complemento a outros tratamentos, como escleroterapia ou crioescleroterapia, em planos combinados
Importante: a radiofrequência transdérmica trata vasinhos superficiais, mas não substitui a investigação de varizes maiores. Se você tem veias mais grossas, salientes ou sintomas como peso e inchaço nas pernas, é necessário um mapeamento venoso para avaliar refluxo nas veias safenas, já que o tratamento nesses casos costuma envolver o laser endovenoso.
Quem não deve fazer radiofrequência transdérmica?
- Gestantes
- Infecção ativa ou lesão de pele na região a ser tratada
- Varizes maiores ou sintomáticas sem avaliação vascular prévia
- Marca-passo ou outros dispositivos eletrônicos implantados, conforme orientação médica
O especialista vascular avaliará cada caso individualmente para confirmar se a técnica é a mais adequada.
Recuperação: o que esperar
Um dos principais atrativos da radiofrequência transdérmica é a ausência de tempo de recuperação. Não há curativos, restrição de atividades ou uso obrigatório de meias de compressão, embora o médico possa recomendá-las em casos específicos.
Pode surgir uma discreta vermelhidão na região tratada, que normalmente desaparece em poucas horas. Os resultados no fechamento dos vasinhos costumam ser percebidos de forma progressiva ao longo das sessões.
Perguntas frequentes sobre radiofrequência transdérmica
A radiofrequência transdérmica dói?
A maioria dos pacientes relata apenas uma sensação de calor localizado durante a aplicação, praticamente sem incômodo, muito bem tolerada e sem necessidade de anestesia.
Quantas sessões são necessárias?
Varia conforme a extensão dos vasinhos, mas em geral são necessárias de 2 a 4 sessões, com intervalo de algumas semanas entre elas.
Radiofrequência transdérmica serve para tratar varizes?
Não. A radiofrequência transdérmica atua apenas em vasinhos superficiais. Varizes maiores e veias safenas com refluxo exigem avaliação com mapeamento venoso e, quando indicado, tratamento como o laser endovenoso.
Qual a diferença entre radiofrequência transdérmica e laser transdérmico?
Ambos tratam vasinhos pela superfície da pele, mas usam formas de energia diferentes: a radiofrequência gera calor por corrente elétrica; o laser usa luz absorvida pela hemoglobina, sendo mais versátil porém com resultado dependente da absorção da luz para gerar calor.
Radiofrequência transdérmica deixa marcas ou cicatrizes?
Não. Por ser um procedimento sem cortes, não há cicatrizes. Pode ocorrer discreta vermelhidão temporária no local tratado.
Posso voltar às atividades normais no mesmo dia?
Sim. O procedimento não exige repouso ou afastamento das atividades, e a rotina pode ser retomada imediatamente após a sessão.
Os resultados são definitivos?
Os vasinhos tratados desaparecem de forma definitiva, mas novos vasinhos podem surgir ao longo do tempo devido a fatores genéticos e hormonais, o que pode exigir sessões de manutenção.
Quando procurar um especialista vascular
Se você tem vasinhos nas pernas e quer entender a melhor forma de tratá-los — ou se percebe também veias mais salientes, peso ou inchaço — a avaliação com um cirurgião vascular é o ponto de partida. Só com exame clínico (e, quando necessário, mapeamento por ultrassom) é possível saber se o caso é só estético ou se há uma causa vascular por trás dos vasinhos.
Na Clínica EVAS, o atendimento começa por uma avaliação completa e individualizada, para indicar o tratamento certo — seja radiofrequência, laser transdérmico, escleroterapia ou uma combinação deles.
A Clínica EVAS atende em São Paulo (Bela Vista e Shopping Cidade Jardim), Londrina (Lago Parque) e Rio de Janeiro.
Agende sua consulta e descubra o melhor tratamento para os seus vasinhos.

