Escleroterapia: o que é, como funciona e para quem é indicada

Publicado 25 de março de 2026
Tratamentos
Escleroterapia: o que é, como funciona e para quem é indicada

Os vasinhos nas pernas incomodam muito além da estética. Para muitas pessoas, eles vêm acompanhados de dor, ardência e sensação de peso — sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida. A escleroterapia é um dos tratamentos mais utilizados para resolver esse problema, com décadas de uso clínico e evidências científicas sólidas.

Mas o que exatamente é a escleroterapia? Como ela funciona? E, principalmente, ela é indicada para o seu caso?

Neste artigo, explicamos tudo sobre esse procedimento: desde o mecanismo de ação até os cuidados pós-tratamento, com base nas melhores evidências disponíveis e na experiência da equipe da Clínica EVAS.

O que é a escleroterapia?

A escleroterapia é um procedimento minimamente invasivo utilizado para tratar vasinhos (telangiectasias) e varizes de pequeno e médio calibre. A técnica consiste na aplicação de uma substância esclerosante diretamente dentro da veia afetada, provocando uma reação na parede do vaso que leva ao seu fechamento e posterior absorção pelo organismo.

O resultado é a eliminação gradual dos vasos tratados, reduzindo tanto o aspecto estético quanto os sintomas associados, como dor, queimação e inchaço.

É um dos procedimentos mais antigos e estudados em flebologia, com histórico de segurança e eficácia bem estabelecidos na literatura médica.

Como o procedimento é feito?

O procedimento é realizado em ambiente ambulatorial, sem necessidade de internação, e costuma ter duração relativamente curta. O passo a passo geral é o seguinte:

  1. O especialista realiza exame clínico e, quando necessário, solicita ultrassom Doppler para mapear as veias e identificar quais segmentos serão tratados. Essa etapa é fundamental para garantir a indicação correta. Avaliação prévia:
  2. Com uma agulha fina, o médico injeta a substância esclerosante no interior da veia. O esclerosante mais utilizado atualmente é o polidocanol, disponível em forma líquida ou como espuma (microespuma). Aplicação do esclerosante:
  3. O agente esclerosante irrita a parede interna do vaso, provocando uma resposta inflamatória controlada que leva ao seu fechamento progressivo. Reação da veia:
  4. Ao longo das semanas seguintes, a veia tratada é gradualmente absorvida pelo próprio organismo, tornando-se imperceptível. Absorção natural:

Em geral, são necessárias mais de uma sessão para atingir o resultado desejado. O número de sessões varia de acordo com a quantidade e o tipo de vasos a serem tratados, além das características individuais de cada paciente.

Escleroterapia líquida e microespuma: qual a diferença?

Escleroterapia líquida: indicada principalmente para vasinhos muito finos e superficiais. O esclerosante em estado líquido é aplicado diretamente no vaso.

Microespuma esclerosante: o esclerosante é misturado com ar ou gás em proporções controladas, formando uma espuma. Essa forma tem contato mais prolongado com a parede da veia, sendo indicada para varizes de calibre um pouco maior e para casos onde a forma líquida tem eficácia limitada.

A escolha entre uma técnica e outra depende do tipo de lesão, do calibre dos vasos e da avaliação clínica individualizada. Em muitos casos, as duas abordagens são combinadas na mesma sessão para otimizar os resultados.

Para quem a escleroterapia é indicada?

A escleroterapia é indicada para:

  • Telangiectasias (vasinhos) — vasos muito finos, geralmente avermelhados ou roxos
  • Varizes reticulares — veias de calibre intermediário, visíveis sob a pele
  • Varizes de pequeno e médio calibre — desde que a causa subjacente, como a insuficiência venosa, esteja adequadamente avaliada
  • Pacientes que desejam tratamento sem cirurgia e sem grandes incisões

A escleroterapia não é indicada em casos de alergia ao esclerosante, insuficiência arterial grave, trombose recente ou durante a gestação. Por isso, a avaliação médica prévia é indispensável antes de qualquer procedimento.

Quais resultados esperar?

Os resultados da escleroterapia são progressivos. Após cada sessão, os vasos tratados passam por um processo de fechamento e reabsorção que pode levar algumas semanas para se manifestar visualmente.

Em geral, a melhora estética e a redução dos sintomas são percebidas após a conclusão do ciclo de tratamento. Fatores como o número de vasos, o calibre, a coloração e a localização influenciam diretamente a resposta ao tratamento.

É importante ter expectativas realistas: em alguns casos, principalmente com vasinhos muito finos e numerosos, podem ser necessárias mais sessões e paciência ao longo do processo.

Cuidados antes e depois da escleroterapia

Antes do procedimento

  • Evitar a exposição solar intensa nas áreas a serem tratadas nos dias anteriores
  • Não aplicar hidratante ou autobronzeador nas regiões das pernas no dia do procedimento
  • Informar o médico sobre o uso de medicamentos, especialmente anticoagulantes
  • Levar meia de compressão indicada pelo especialista para usar logo após o procedimento

Depois do procedimento

  • Usar meia de compressão conforme orientação médica — ela é fundamental para o resultado
  • Evitar exposição solar nas áreas tratadas por pelo menos 4 semanas, pois isso pode aumentar o risco de manchas
  • Caminhar normalmente é encorajado — o movimento favorece a circulação
  • Evitar atividades físicas intensas, banhos quentes, sauna e piscina nos primeiros dias
  • Seguir as orientações específicas do seu médico, que podem variar conforme o caso

E as manchas após o tratamento?

A hiperpigmentação — manchas escuras na pele acima das veias tratadas — é um dos efeitos adversos mais comuns da escleroterapia. Ela ocorre porque o processo inflamatório pode depositar hemossiderina (pigmento derivado do sangue) na pele.

A boa notícia é que a grande maioria dessas manchas desaparece espontaneamente com o tempo, sem necessidade de tratamento adicional. A exposição solar nas áreas tratadas é um dos principais fatores que agravam e prolongam a hiperpigmentação — daí a importância de proteger a pele após o procedimento.

O uso correto da meia de compressão e o controle do processo inflamatório também contribuem para reduzir esse risco. Antes de iniciar o tratamento, o especialista avalia o perfil de cada paciente para identificar quem tem maior predisposição e ajustar a conduta preventiva.

Perguntas frequentes

A escleroterapia dói?

A maioria dos pacientes relata apenas um leve desconforto durante as aplicações, semelhante a uma picada de agulha. Não é necessária anestesia. O procedimento é bem tolerado pela grande maioria das pessoas.

Quantas sessões são necessárias?

Depende da quantidade e do tipo de vasos a serem tratados. Em geral, são realizadas de 2 a 6 sessões, com intervalo de 3 a 4 semanas entre cada uma. Esse planejamento é definido pelo especialista após a avaliação.

Os vasinhos podem voltar depois do tratamento?

As veias tratadas não voltam, pois são absorvidas pelo organismo. No entanto, a predisposição genética e os fatores de risco (como longos períodos em pé ou excesso de peso) podem favorecer o surgimento de novos vasinhos com o tempo. Por isso, o acompanhamento periódico e os cuidados preventivos são importantes.

A escleroterapia pode ser feita nas veias do rosto?

Para vasinhos da face, o laser transdérmico costuma ser a opção mais indicada. A escleroterapia é utilizada principalmente nas pernas. A avaliação do especialista define a melhor abordagem para cada região.

Quem não pode fazer escleroterapia?

Pessoas com alergia ao esclerosante, insuficiência arterial periférica grave, trombose venosa profunda recente, infecção ativa na área a ser tratada ou gestantes não devem realizar o procedimento. A avaliação clínica prévia é sempre necessária.

Escleroterapia e laser são tratamentos concorrentes?

Não. As duas técnicas são complementares e, em muitos casos, são combinadas no mesmo tratamento. O laser é mais indicado para vasinhos muito finos e superficiais, enquanto a escleroterapia tem maior eficácia em vasos de calibre um pouco maior. A escolha depende das características de cada caso.

Como é feita a avaliação na Clínica EVAS?

Na Clínica EVAS, toda avaliação começa por um exame clínico detalhado e, quando necessário, pelo ultrassom com Doppler para mapear as veias e identificar a origem do problema. Isso permite indicar o tratamento mais adequado para cada paciente — seja a escleroterapia, o laser ou a combinação das duas técnicas.

Se você quer saber se a escleroterapia é indicada para o seu caso, agende uma avaliação com a nossa equipe. Com um diagnóstico preciso, podemos traçar o melhor caminho para a saúde e a estética das suas pernas.